Fast food

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Pereira me esperava no Cucaracha Pastel. Ele já estava na mesa e tinha pedido várias empanadas. Puxei uma cadeira e me sentei a sua frente. Logo começou o papo.

– Pereira, tem uma barata na ponta do seu dedo! – alertei-o.

O bicho equilibrava-se com as patinhas delicadas, sambando no indicador do Pereira. Ele chacoalhou a mão, tacando o inseto longe. Então pegou uma das empanadas e começou a apalpar.

– Olha! Essa aqui está bem perigosa – disse-me.

Afundou o dedo na massa, e escutei barulho de algo crocante quebrando-se lá dentro. Uma patinha marrom rasgou a massa em linha reta. Mas Pereira, faminto como sempre, impediu que o inseto escapasse e engoliu tudo com voracidade. Achei aquilo muito nojento e tive um calafrio. Foi quando o meu companheiro encarou uma outra empanada. Essa era a maior de todas. Ele apalpou o treco, que emitiu um zunido escroto.

– Nossa! Esta aqui é… muito, mas muito perigosa!

Pereira tentou abrir, quebrando na pontinha para averiguar o interior. Em desespero, o homem arremessou o quitute, que bateu na parede, rolou e caiu semi-aberto no chão. Um cachorro pulou de dentro da empanada e saiu cambaleando e ganindo. Do mesmo buraco saíram outra barata e uma aranha caranguejeira, que foram rastejando a perseguir o cão.

Optamos por marcar a próxima reunião no Ratoburguer.

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